Teve são-paulino que se animou ao ver a escalação do Corinthians cheio de reservas para o clássico deste domingo. Pensou: “Os caras estão em festa, comemoraram a valer e agora estão de ressaca.” A tarefa, pelo visto, não seria das mais complicadas no jogo da taça. Era dia de carimbar as faixas.
Com menos de 30 minutos, a casa tricolor caiu e o campeão brasileiro fazia 2 a 0, com direito a olé. Na saída para o intervalo, o placar no Itaquerão apontava 3 a 0. No final do clássico, o luminoso estampava 6 a 1 para a rapaziada de Tite. Com gols de reservas, gol contra, de pênalti…
A comemoração corintiana superou qualquer expectativa. Nem o mais maluco do bando poderia supor que haveria surra tão sonora e bem aplicada no São Paulo. E com facilidade: parecia treino; ou melhor, parecia jogo de adultos contra crianças. O Corinthians fez o que quis, e quando quis. Humilhou, mesmo sem ter tal intenção explícita. Destroçou um adversário perdidinho.
Tite pôs os titulares para descansar e homenageou diversos reservas que quebraram o galho durante a temporada. Era a forma de dividir com eles, diante do público, o sucesso da campanha vitoriosa. A resposta veio aos 23, com o gol de Bruno Henrique. Pouco depois, aos 28, Romero aumentou a diferença e Edu Dracena fechou a conta antes do repouso parcial.
No segundo tempo, o Corinthians até tirou o pé, apesar de a torcida gritar olé, de novo, desde a saída de bola. O quarto gol veio como os outros, sem forçar, e foi marcado por Lucca aos 15. Hudson, contra, fez o quinto aos 17. A desgraça diminuiu um pouco, mas bem pouco, com Carlinhos, mas Cristian, de pênalti, deu a estocada final aos 31 minutos. O juiz ainda deu uma forcinha, em pênalti para o São Paulo, que Alan Kardec chutou e Cássio pegou.
O que se viu foi o retrato dos dois times na temporada: o Corinthians organizado deu uma lição no São Paulo bagunçado. E pensar que, até alguns anos atrás, a situação era a inversa…